Explosão de celular: mulher de Itajubá será indenizada em R$ 5 mil

Explosão de celular: mulher de Itajubá será indenizada em R$ 5 mil

Na cidade Itajubá, no Sul de Minas, uma mulher será indenizada em R$ 5 mil por causa da explosão de celular que estava dentro da bolsa. O dispositivo pegou fogo enquanto ela viajava de moto de Piranguçu para Itajubá. A decisão da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve o entendimento da comarca.

A consumidora relatou que comprou o aparelho celular da marca Motorola, pelo valor de R$799, e quatro anos após a aquisição ocorreu a explosão do celular dentro de sua bolsa, queimando vários de seus pertences. Ela requereu que a Motorola fosse condenada a ressarcir os danos materiais e indenizá-la por danos morais em R$10 mil.

A juíza Luciene Cristina Marassi Cagnin, da 3ª Vara Cível da Comarca de Itajubá, condenou a Motorola Mobility Comércio de Produtos Eletrônicos Ltda. a pagar à consumidora R$799 a título de reparação por danos materiais e R$5 mil a título de indenização por danos morais. A empresa recorreu.

Recurso

Para a relatora, desembargadora Juliana Campos Horta, já que a explosão do aparelho celular danificou cartões e demais itens que se encontravam no interior da bolsa, o dano moral é evidente. “Tal situação revela a angústia experimentada pela consumidora, que merece a devida compensação, pelo defeito apresentado no produto e em seus pertences”, argumenta.

Segundo a magistrada, os e-mails contidos nos autos comprovam que a cliente tentou solucionar a questão administrativamente com a Motorola, sendo certo que não obteve resposta, obrigando-a a procurar a Justiça. Assim, ficou mantida a sentença da comarca.

Porque os celulares podem explodir?

O número de ocorrências de explosão de celulares é baixo frente ao total de smartphones em uso no Brasil. Ainda assim, acidentes deste tipo podem ocorrer.

Explosões são resultado do superaquecimento dos aparelhos. Em geral, baterias de íons-lítio são preparadas para aguentar temperaturas de até 60ºC.

O calor pode gerar curto-circuito entre os polos positivo e negativo da bateria, dando início a uma reação em cadeia que leva os componentes inflamáveis da bateria à combustão.

A maior parte dos dispositivos atuais têm uma válvula que funciona como a da panela de pressão. Se a temperatura aumentar e a pressão subir demais, o bateria abre para que não ocorra explosão. Mas a proteção pode falhar, principalmente em produtos não-certificados ou com defeito de fabricação.

Redação Conexão Sul de Minas

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